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sábado, março 19

Será o Twitter e/ou o Facebook o novo Tamagoshi?

Compartilho aqui, mais um texto meu publicado no Midiatismo.


Às vezes tenho a impressão de que sim. As mídias sociais são vistas pela maioria das pessoas com poder de decisão dentro das organizações como um bichinho virtual, que tem programa solicitando certas ações, dentre elas o de ser observado e alimentado.

Foi essa a conclusão que tirei após algumas experiências nesse verão. Com o intuito de verificar como estava o mercado para web writing ou analista de mídias sociais, fui fazer uma “pesquisa de campo”. E tirei algumas conclusões bem preocupantes. As pessoas incumbidas de contratar, na maioria dos casos, sequer tinha uma vaga noção do que o profissional a ser contratado faria ao assumir o cargo que estava sendo oferecido. Em geral, os cargos eram oferecidos a estagiários que, entre uma “tarefinha” e outra, teria como “atividade complementar” “alimentar” o Twitter, o Facebook e alguma outra rede em que a empresa estivesse inserida.

Em todos os casos, mesmo quando a vaga era para efetivo, o salário era a prova mais clara de que aquelas pessoas/empresas não entenderam ainda para que serve afinal estar nessas redes sociais. Para eles tudo é uma questão de fazer bonito no ambiente online e dar condições a um qualquer ter o “emprego dos sonhos” ganhando dinheiro por “nada”. Afinal, é só ir lá e digitar umas promoções, trechos do jornal da empresa ou qualquer informação para aparecer online.

Essa constatação é ruim para os profissionais que já estão no mercado, mas será muito pior para essas empresas quando as “pessoas” se derem conta da gafe que cometeram. Quero deixar claro que não tenho, em absoluto, nada contra estagiários – é uma bela forma de conhecer o mercado de trabalho, a área escolhida e tudo mais.

Mas, ninguém aprende sozinho a menos que tenha muita maturidade e muito foco naquilo em que acredita. Mesmo assim, aprender sozinho requer cometer alguns erros até chegar ao ponto desejado. E a primeira lição de quem trabalha com mídias sociais é que ela não permite erros. Uma vez postado, o texto já caiu na rede e não tem “CTRL + Z” que dê jeito. Assim, dependendo da organização que estiver por trás daquele perfil, pode ser a reputação de anos jogada fora e muito investimento para contornar, e só eventualmente, reverter o quadro.

O porque de investir nessa área, como atuar, como monitorar, porque interagir, o que oferecer, porque oferecer, essas e ouras dúvidas estão explicitas em uma infinidade de blogs espalhados pela web, alguns deles excelentes, por sinal. Ser elegante, educado, consistente e relevante é questão de bom senso, e poucos têm essa noção. Entretanto, nem mesmo com todas essas virtudes reunidas seria o suficiente para um bom desempenho no ambiente digital.

Ter tudo isso garante que seu tamagoshi, digo: perfil, será bem alimentado. O ideal, contudo, é que a atuação nas mídias sociais seja ditada pela prática do seu plano de marketing para que se verifique o investimento e o retorno. Mas, acima de tudo, é preciso compreender que não é o Twitter que vai determinar o próximo passo (como o tamagoshi o fazia), mas as pessoas que lá estão. Pois a rede está viva, pulsa em todas aquelas linhas explicitamente o que cada uma delas espera de você. Pense nisso!



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