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terça-feira, fevereiro 19

Projeto: UFRGS MAIS


Apresento neste post um projeto acadêmico desenvolvido na FABICO junto com mais duas colegas. Por se tratar de uma experiência com comunicação digital, redes sociais, e resultados orgânicos no Facebook, considerei relevante para servir como exemplo para iniciantes na área, e também para outros estudantes que necessitem de referências para os seus projetos em disciplinas similares.

Dados do Projeto UFRGS MAIS

Trabalho de conclusão da disciplina "Sistemas de Produção e Multimídia" oferecida pela Faculdade de Comunicação Social da UFRGS;
Orientadora: Profª Dra. Luciana Mielniczuk
Alunas: Daniela Mattos, Giulia Ghiggi e Greice Gomes.


Breafing:
O trabalho consistia em criar um produto multimídia na web vinculado a algum serviço da instituição, que pudesse facilitar a sua utilização, ou que beneficiasse os acadêmicos da instituição na sua jornada de estudos.

A escolha do tema:
Nossa equipe era composta de três integrantes, sendo uma estudante de Jornalismo, uma de Designer e uma de Relações Públicas. A multidisciplinaridade foi fundamental para o projeto que desenvolvemos. Aproveitamos a facilidade de escrita da Greice Gomes, as habilidades como designer da Giulia Ghiggi e os meus conhecimentos em mídias sociais.

Objetivo: fazer circular pela universidade todas as atividades abertas ao público oferecidas nas diferentes faculdades.

Público-alvo: alunos da UFGRS

O desenvolvimento do projeto:

- entramos em contato com todos os diretórios acadêmicos da universidade e começamos a divulgar o serviço que seria prestado;
- criamos um email para receber as informações dos diretórios;
- criamos a fanpage ufrgsmais;
- iniciamos a busca de informações nos sites das faculdades;
- estabelecemos o padrão para o conteúdo;
- estabelecemos uma média plausível para a distribuição do conteúdo;
- iniciamos as atividades e divulgação da página.

O tempo de execução do projeto foi de 45 dias.

Sobre os resultados:

Foram obtidos organicamente, ou seja, explorando as redes sociais das administradoras e as técnicas conhecidas sobre edgerank, com a curadoria e produção de conteúdo focada no interesse do público desejado.

A página ainda está online e pode ser acessada em UFRGS MAIS
Optamos por deixá-la disponível para acesso, para servir como exemplo, mas não está mais sendo atualizada.

Detalhes do projeto podem ser conferidos na apresentação final que segue:




sexta-feira, janeiro 11

Boas práticas para a atuação das marcas no Twitter


Há algum tempo iniciei uma discussão no Midiatismo sobre a frequência certa de postagens no Twitter. Em 2010, embora o “boom” da rede já estivesse acontecendo, o tema se mostrava bastante oportuno. Cheguei a acreditar que depois de tanta popularização, a área estaria hoje mais profissionalizada, e os códigos de etiqueta para empresas bem claros. No próprio Midiatismo há outros posts falando sobre isso, como o "10 ações positivas e negativas que as empresas fazem no Twitter".

Mesmo assim, percebo que isso ainda parece não ser levado em consideração por muitas marcas. Por isso, retomei este assunto, desta vez com alguns dados importantes para ajudar a pensar boas estratégias. São dicas muito básicas, mas essenciais para construir bons relacionamentos no Twitter – e algumas dessas dicas servem também para o Facebook. Mas, é claro, nesta outra temos outras interferências que podem alterar o resultado quanto à visibilidade, mas para relacionar-se, sim, para isso está valendo.

Primeiro:  a expectativa que se tem é que um tweet fique em média 15 minutos na timeline dos seguidores. Essa é a média para um post sumir do campo de visão dos usuários da rede.
Ou seja, se a empresa não costuma postar regularmente ao longo do dia, não vai adiantar querer compensar essa falta postando tudo de uma só vez. Também fica deselegante postar uma ideia em mais de um tweet; muito pior é postar um tweet com mais de 140 caracteres, de modo que o seguidor precise clicar num link para vê-lo por completo, então é bom evitar.

Mas, seguindo a linha da quantidade: já foi identificado que a segunda coisa que mais afasta clientes no Twitter é o envio de muitas mensagens ao mesmo tempo. Sendo assim: esse comportamento além de ineficiente, é chato, e pode culminar em unfolows e antipatia por parte do público. Usando ferramentas como o Hootsuite ou Tweetdeck é possível agendar o envio de cada post, experimente.
Outro ponto é que existe um “horário nobre” que tem sido amplamente divulgado em blogs sobre comunicação digital. Algumas empresas já sabem disso e pensam algumas estratégias para usufruir deste recurso. Outras nunca ouviram falar.

Contudo, existe uma ressalva a ser observada: esses horários são os de maior troca de dados nas redes, ou seja, não é apenas o de maior audiência, mas o de maior concorrência também. Essa ideia tem que ficar clara na hora de definir os horários das postagens. Deve-se optar por concorrer, e ficar menos de 15 minutos visível para o seguidor, ou postar numa faixa menos concorrida e ficar mais tempo, quem sabe ser o primeiro post que ele visualiza ao entrar no Twitter.

E mais: o trabalho em redes sociais deve focar relacionamento, o que implica em conhecer o público. Ao identificar o público de interesse para o seu conteúdo, o estrategista deve observar o comportamento dele na rede. Ou seja, o melhor horário é relativo, são os seguidores, a dinâmica da comunidade que se está trabalhando, que vai determinar este fator.

E para deixar claro, não existe fórmula mágica. Atuar nas redes sociais é uma constante de monitoria, análise e ajustes. Ao se postar conteúdo relevante, se tiver bons resultados, pode-se aumentar a frequência, observar os feedbacks, engajamento e seguir ajustando.

Importante! Nestes casos não vai adiantar agendar postagens simplesmente. Para ter engajamento é imprescindível responder e interagir com os seguidores, a todas as menções, e não só as com @ da marca. Aliás para obter mais seguidores, conversar com pessoas que não mencionam o seu @ é uma ótima estratégia.

E para que os objetivos não se percam, o planejamento é fundamental. Foco em relacionamento com objetivos claros, e atenção constante para avaliar e mensurar os resultados. Esse é um bom caminho para iniciar ou dar sequência a um bom trabalho no Twitter.

sábado, outubro 27

Teorias conspiratórias? Uma reflexão sobre comportamento na web 2.0

Recentemente fiz um novo post para o Midiatismo, blog com conteúdo focado em comunicação e marketing digital. Tratei de um tema polêmico, propositalmente para provocar uma reflexão sobre o comportamento nos sites de redes sociais com maior repercussão da atualidade, tais como Facebook, Twitter e Youtube. Segue o texto na íntegra:

Teorias conspiratórias? Uma reflexão sobre comportamento na web 2.0

Não tenho lido ou visto muito sobre teorias conspiratórias na web, e ela está cheia de contradições próprias para isso. Posso falar “de brincadeiras” que se espalham pelas redes, e das próprias redes que dispersam as pessoas de todo o oceano de possibilidades do qual a web dispõe, ou falar sério: do filtro que esses sites de rede social criam para condicionar o conteúdo que vamos ver, conduzindo a nossa navegação.

Sempre fico em dúvida sobre até que ponto as pessoas entendem as regras mínimas de funcionamento dos sites mais acessados na internet. Para resolver essa questão rapidamente, explico que o Facebook, por exemplo, tem uma série de regras para o que será exibido na timeline dos usuários. Posts mais relevantes, com maior número de likes e compartilhamentos, vão aparecer mais nas timelines do que os demais menos “relevantes” segundo as regras determinadas pelo site.

Sendo assim, quanto mais popular for o post, maior será o seu alcance. Este “diferencial” oferece oportunidade para algumas pessoas que estudam a mecânica que envolve o feed de notícias e desempenho do EdgeRank. E esse é apenas um de inúmeros outros filtros neste e em outros sites.


Você pode ler mais sobre este tema em “Sua fan page provavelmente atinge apenas 17% dos seus fãs”.

O google também faz uma seleção do que será mostrado nos resultados das pesquisas com base nas suas buscas mais recentes no computador utilizado, e/ou com o seu login, fazendo um cruzamento de dados bem complexo que “sempre funciona”. Essas regras são claras e permitem que os desenvolvedores e produtores de conteúdo consigam melhorar o desempenho dos seus sites nos resultados de buscas trabalhando com ferramentas de SEO.


Agora, será que alguém já parou pra pensar porque um post sério, interessante, criativo com objetivos nobres some nas timelines enquanto cachorrinhos, desenhos repetidos com frases variadas (os memes) e desejos de bom dia, boa tarde, bênçãos, e conteúdo do tipo torna pessoas e páginas muito “da hora” nessas redes? Alguém pode até dizer que se trata de uma teoria conspiratória, mas a minha teoria é outra.

O pessoal “descolado” colocou a tela da TV em último plano pra buscar conteúdos de interesse, pra produzir e propagar o seu conteúdo, para revolucionar a comunicação, oportunizando a comunicação de “todos para todos”. E o que tem de “sucesso” na internet hoje se não o mais do mesmo que já se via na TV, muitas delas cópias pioradas do que já se via? Críticas duríssimas são feitas aos programas de entretenimento, esculacham ratinho, Márcia, Faustão e outros; geeks reclamam da falta de conteúdo cultural e de qualidade na mídia convencional, e o que é legal e tem mais audiência na internet hoje, pensem?

Será mesmo?
E quem está por trás de tudo isso?

As grandes redes de TV sempre foram acusadas de não disponibilizar variedade nas suas programações; na internet, por mais que se pense no google e facebook como vilões que filtram os conteúdos, boa parte da produção destes é feita, ou valorizada pelas pessoas; provavelmente por muitas das quais reclamaram da programação televisiva, e por outros que, mesmo não assistindo TV, têm “opinião formada” sobre ela. A internet deu ao público a chance de falar, de produzir, de intervir o tempo inteiro… E qual o resultado?

Aos entusiastas que estão por dentro de tudo que acontece na web, que estão felizes e são participantes dessa “cultura”: não, vocês não estão revolucionando coisa alguma, vocês não estão criando novos códigos… Minha opinião: vocês apenas mudaram de mídia.


Para ver outros textos publicados por mim no Blog acesse:


quinta-feira, agosto 18

Desprenda-se do digital, do Marketing, concentre-se nas pessoas.


Este texto pretende apresentar o case “Bicho de Rua”. Um trabalho realizado na ONG Projeto Bicho de Rua, na qual pessoas estão trabalhando pelo bem estar animal. Experiência que propicia a reflexão para o uso das ditas “mídias sociais”, caracterizando-as apenas como ferramentas para atingir pessoas. Logo, o texto servirá não apenas como exemplo a outros projetos desenvolvidos no terceiro setor, mas também aos demais trabalhos desenvolvidos por profissionais de comunicação que atuam em ambientes digitais.

Da minha experiência em comunicação nos ambientes digitais, sempre percebo o óbvio: que não se tratam das mídias que se utiliza para formar as redes de influência. Como disse Sonia Grisolia: “Tudo começa e termina nas pessoas e suas ideias. O resto é apenas meio”. O que me pergunto é: porque o que nos parece tão óbvio, parece tão complicado para tantas outras pessoas?

Costumo pensar nas redes sociais mediadas por computador como um meio que reúne, agrupa e organiza correntes ideológicas. Cada um de nós possui uma bagagem sem medida de experiências, expectativas, cotidiano, e um sem fim de idéias formadas, ou por formar, em nossas mentes. E o que faz mover essas correntes, perturbando as idéias, é a paixão. Só este sentimento é capaz de motivar as pessoas a iniciarem ou inflarem um diálogo em que todos falam para todos, em que poucos ouvem ou se deixam influenciar. É a paixão que faz de uma pessoa uma mídia, capaz de envolver e atrair outros, e outros, e cada vez mais apaixonados aproximando-os de uma causa. Esta causa pode ser o amor pelo cinema, pelo futebol, pelo que for, pouco importa o quê. Contanto que naquele ambiente “um indivíduo” possa fazer parte de algo maior, e que este algo seja o que ele precisa naquele momento – de uma piada, a um protesto.

Ao voltar o nosso olhar do digital para o mundo “offline”, percebe-se que aquele ambiente é feito pelas mesmas pessoas com quem trabalhamos, estudamos ou que encontramos nos elevadores de prédios comerciais. São pessoas comuns – o mundo dito “digital” nada mais é do que um meio em que as pessoas podem se reunir sem precisar deixar a sua vida “offline” suspensa. Isso quer dizer que os públicos, independentemente do nicho de mercado da empresa, está participando de alguma rede e que é importante as empresas estarem atentas? Não! Isso significa “apenas” que todas as pessoas são movidas por alguma paixão. Assim, o sucesso de uma empresa que se proponha aconquistar o seu cliente (isso independe do meio), precisa compreender, conhecer ou, no mínimo, se preocupar e respeitar esta condição.


Aprenda com as ONGs!

Na ONG Projeto Bicho de Rua, por exemplo, o que se quer é distribuir animais para adoção. Se quer que as pessoas doem dinheiro, o seu tempo, o seu RT, que “curtam” suas publicações por “nada”. É como no marketing comercial, só que neste caso, a troca é por satisfação. Quem ama os animais doa tudo o que puder e sempre acredita que deveria fazer muito mais.

E como a Bicho de Rua arrecada dinheiro, objetos, comida, como consegue adoção para os animais? Dialogando. Construindo relacionamentos verdadeiros, hora com muito bom humor, hora compartilhando uma história triste, mas sempre mostrando uma solução para o problema. Através do perfil de uma ONG, as pessoas podem e geralmente são, humanas. Admitem o erro, perguntam, ouvem, observam o que as pessoas querem, e procuram atender a essas necessidades. Percebem? Isso é marketing. Porém, um relacionamento que não visa exclusivamente o lucro de quem vende, mas que respeita e que se preocupa em atender a necessidade de quem compra.

É bastante comum ver ativistas radicais em ONGs mostrando apenas o lado ruim de tudo, oferecendo quase nada além das mazelas em troca de piedade – e conseguem. As pessoas morrem de pena, mas pouco contribuem. Não podem acreditar que o pouco que elas podem vá fazer alguma diferença. O trabalho do Bicho de Rua diferencia-se por oferecer o que as pessoas querem ver: quem gosta de animais, quer vê-los saudáveis, quer saber que cada adoção é importante, que cada anúncio é essencial, e que prestar atenção ou ter piedade não basta, ela precisa reagir: dar um RT, curtir, comentar, oferecer, sugerir… E quando isso acontece, as pessoas se identificam, sentem-se felizes por ajudar como podem, e ajudam.

A programação de posts e tuítes pelos perfis da ONG é produzida constantemente observando o problema (as necessidades dos animais), e a resposta dos públicos a cada interação, visando a solução deste problema. Foi assim que se percebeu que a piedade comove, mas o que mobiliza as pessoas é a paixão. Então, é preciso envolvê-las no processo. Desde o princípio foi-se mudando a estratégia para manter a atenção e as doações. A medida certa ainda não foi, e nem deve ser encontrada. Mas, a cada correção, percebe-se a diferença pelos resultados que se obtém.
E neste ponto, as ONGs precisam aprender com o Marketing Comercial: é preciso estabelecer um objetivo claro e fazer um diagnóstico completo para saber de onde se partiu e depois avaliar os resultados. Pois é o acompanhamento e a avaliação constante que garante a mudança na hora certa e os melhores resultados. Ou seja, o trabalho nos meios digitais não deve ser engessado, pois a rede é feita por pessoas – não se trata de uma equação exata.


domingo, maio 29

Cuidados e práticas: quem vai cuidar das redes sociais?


Quem vai cuidar das redes sociais na internet e responder por uma empresa, por uma marca ou instituição? Estar presente no Twitter, Facebook ou Foursquare, ter experiência com outras organizações é o suficiente para um profissional fazer o bom uso destes canais?

Venho reforçando a ideia de que o trabalho de mediador entre a empresa e seus públicos nas redes sociais da internet não deve ser realizada por qualquer um, que deve ser diferenciado e ter objetivos claros. Esse trabalho requer profissionalismo, visão estratégica e diversos outros conhecimentos e expertises. Desta vez, quero falar de um outro fator que deve ser levado em conta ao contratar um profissional para esta função.

Antes disso, retomo algumas questões básicas: o que acontece nos ambientes sociais na internet é uma conversa entre pessoas. Assim, envolver-se em polêmicas não é muito difícil. Quando se interage com muitas pessoas, sempre pode ocorrer divergências nas opiniões. Entre “amigos” acontece a troca de ideias e pontos de vista, eles se perturbam um ao outro podendo provocar alguma mudança ou não. Outro ponto é que em um ambiente social as pessoas são observadas o tempo inteiro, e aquelas que agem de forma inadequada, ou que desagrade os demais, acabam sendo isoladas, ignoradas e, na pior das hipóteses, difamadas.

E é por não saber como lidar com estas situações que aquelas empresas que compreendem as possibilidades e riscos nessas redes acabam desperdiçando oportunidades. O erro ocorre ao estabelecer os parâmetros no momento da contratação do profissional que estará mediando a comunicação com esse público específico. É tão errado contratar um profissional exclusivamente pelo seu conhecimento técnico – seja de web ou de comunicação – quanto aqueles que demonstrem dominar essas redes pela atuação em seus perfis pessoais. O fato é que uma marca precisa se adequar ao que o público espera dela, assim, está presença online não pode ser regida apenas a partir de perspectivas de uma pessoa.

A web nos meios “sociais” é um ambiente hostil, e a atuação de uma empresa neste ambiente envolve uma infinidade de parâmetros que devem ser observados, sendo o principal deles a dinâmica de funcionamento de cada rede. E isso independe do que a empresa quer. O profissional por trás destas ferramentas precisa estar atento a tudo isso e agir somente depois de conhecer a empresa e os públicos com ela envolvidos. Neste ponto, pouco importa as experiências adquiridas em ações pessoais ou vividas por outras empresas.

Para que serve uma empresa estar nas redes sociais? Para ser amiga? Não. Para fazer deste mais um canal de vendas? Tão pouco. A principal razão para uma empresa estar nas redes sociais deveria ser aproximar-se do seu público. Isso significa conhecer as pessoas que simpatizam com o tipo de negócio da empresa. Saber como elas pensam, o que elas querem, para que elas digam se as práticas comerciais estão adequadas, ou como podem melhorar. Ou seja, esta é uma fonte de pesquisa diferenciada.

E como fazer isso de forma eficaz? Identificando o melhor canal, ou seja: onde as pessoas estão, como elas se comportam, para então verificar as oportunidades, entrar para esse meio, seguir as regras daquele ambiente e, a partir daí, interagir com essas pessoas de forma que elas possam dizer como a organização deve atuar para conquistar a sua confiança. Uma vez estabelecido esse relacionamento, a empresa terá tudo o que precisa para uma atuação eficaz, valorizando a sua marca ou para atingir o propósito de estar naquele ambiente.

Assim, se o profissional contratado não entender de pessoas, de como elas se relacionam, se ele não entender do seu negócio e das pessoas para quem a empresa trabalha – não será o domínio de softwares e ferramentas web, experiências anteriores ou especializações que fará de uma marca um sucesso nas redes sociais da internet.


sábado, março 19

Será o Twitter e/ou o Facebook o novo Tamagoshi?

Compartilho aqui, mais um texto meu publicado no Midiatismo.


Às vezes tenho a impressão de que sim. As mídias sociais são vistas pela maioria das pessoas com poder de decisão dentro das organizações como um bichinho virtual, que tem programa solicitando certas ações, dentre elas o de ser observado e alimentado.

Foi essa a conclusão que tirei após algumas experiências nesse verão. Com o intuito de verificar como estava o mercado para web writing ou analista de mídias sociais, fui fazer uma “pesquisa de campo”. E tirei algumas conclusões bem preocupantes. As pessoas incumbidas de contratar, na maioria dos casos, sequer tinha uma vaga noção do que o profissional a ser contratado faria ao assumir o cargo que estava sendo oferecido. Em geral, os cargos eram oferecidos a estagiários que, entre uma “tarefinha” e outra, teria como “atividade complementar” “alimentar” o Twitter, o Facebook e alguma outra rede em que a empresa estivesse inserida.

Em todos os casos, mesmo quando a vaga era para efetivo, o salário era a prova mais clara de que aquelas pessoas/empresas não entenderam ainda para que serve afinal estar nessas redes sociais. Para eles tudo é uma questão de fazer bonito no ambiente online e dar condições a um qualquer ter o “emprego dos sonhos” ganhando dinheiro por “nada”. Afinal, é só ir lá e digitar umas promoções, trechos do jornal da empresa ou qualquer informação para aparecer online.

Essa constatação é ruim para os profissionais que já estão no mercado, mas será muito pior para essas empresas quando as “pessoas” se derem conta da gafe que cometeram. Quero deixar claro que não tenho, em absoluto, nada contra estagiários – é uma bela forma de conhecer o mercado de trabalho, a área escolhida e tudo mais.

Mas, ninguém aprende sozinho a menos que tenha muita maturidade e muito foco naquilo em que acredita. Mesmo assim, aprender sozinho requer cometer alguns erros até chegar ao ponto desejado. E a primeira lição de quem trabalha com mídias sociais é que ela não permite erros. Uma vez postado, o texto já caiu na rede e não tem “CTRL + Z” que dê jeito. Assim, dependendo da organização que estiver por trás daquele perfil, pode ser a reputação de anos jogada fora e muito investimento para contornar, e só eventualmente, reverter o quadro.

O porque de investir nessa área, como atuar, como monitorar, porque interagir, o que oferecer, porque oferecer, essas e ouras dúvidas estão explicitas em uma infinidade de blogs espalhados pela web, alguns deles excelentes, por sinal. Ser elegante, educado, consistente e relevante é questão de bom senso, e poucos têm essa noção. Entretanto, nem mesmo com todas essas virtudes reunidas seria o suficiente para um bom desempenho no ambiente digital.

Ter tudo isso garante que seu tamagoshi, digo: perfil, será bem alimentado. O ideal, contudo, é que a atuação nas mídias sociais seja ditada pela prática do seu plano de marketing para que se verifique o investimento e o retorno. Mas, acima de tudo, é preciso compreender que não é o Twitter que vai determinar o próximo passo (como o tamagoshi o fazia), mas as pessoas que lá estão. Pois a rede está viva, pulsa em todas aquelas linhas explicitamente o que cada uma delas espera de você. Pense nisso!



sexta-feira, janeiro 28

Uma reflexão sobre Branding e RP 2.0 nas Mídias Sociais


Para quem pouco sabe sobre estes temas, e/ou ainda não compreendeu em que as redes sociais podem contribuir nesse processo.

As formas de acompanhar uma marca mudaram, e isso não é mais novidade. Se antes o público “ouvia a história” de uma marca apenas pelo que ela dizia nas mídias tradicionais, como na propaganda convencional, fosse ela veiculada na TV, jornal, revistas ou outdoors - em que se sabia  com mais clareza que eram usadas estratégias persuasivas – hoje, com as mídias sociais, ela tem a possibilidade de mostrar o seu lado "humanizado", construído dia a dia e “comprovado” por aqueles que a acompanharem diariamente. Este pode ser um fator positivo, se a gestão do conteúdo for estabelecido a partir de estratégias de relacionamento com o seu público, agora "fãs", "amigos" ou "seguidores". 

Independentemente do nome que se dê a esse público, é uma audiência “fiel” e que está ali porque tem interesse em “ouvir” aquela história. É nesse ponto que as mídias sociais se tornam um diferencial interessante para complementar uma estratégia de “branding” no meio digital, visto que a marca pode se mostrar interessante, produzindo o conteúdo que envolva e cative o seu público. Além de saber quem o está “ouvindo”, o acompanhamento do processo é facilitado pelo caráter imediatista dessas redes. Assim, os gestores da marca terão retorno imediato, conhecendo as impressões e, principalmente, a opinião do seu público-alvo. Este fator permite que se mude a estratégia, ou que se amplie alguma ação conforme os resultados obtidos.

Além disso, as referências que o consumidor tem para a formação da identidade de uma marca são, de modo geral, os "sinais" que as empresas produzem e as interpretações a partir do que outras pessoas dizem. Nas redes sociais mediadas por computador temos inúmeras pessoas "falando" e se relacionando umas com as outras, expressando suas opiniões, compartilhando-as como forma de indicar ou desaconselhar a experiência a outras pessoas.

São muitas as pessoas que usam a internet como forma de obter opiniões alheias sobre produtos, serviços, marcas, empresas... Sendo assim, o ambiente virtual em que "todos dizem o que bem entendem para o conhecimento de qualquer um", tornou-se um campo de pesquisa de proporções infinitas para conhecer o consumidor, para avaliar a percepção que fazem de determinada marca, produto ou serviço. Esse ambiente, por ser tão "democrático" permite que a empresa intervenha no que está “circulando” pela internet adicionando elementos à discussão, não controlando, mas participando da formação de opinião daqueles que por ela procurarem.

Essas duas características por si só já seriam um grande avanço para a comunicação, seja ela trabalhada pelos relações públicas, para atuação do marketing ou de branding... Contudo, vejo na possibilidade de a marca se relacionar com as pessoas o ponto máximo da participação nesses meios como estratégia de comunicação. Porque, se as pessoas buscam informações para formar a sua opinião, terão a oportunidade de ouvir ambos os lados: empresa e clientes. E se a empresa estiver lá, aberta a conversação com esses clientes denotando uma "harmonia" entre eles, certamente produzirá um sentimento de simpatia por aquela marca.

Outra possibilidade é o contato freqüente da marca com as pessoas. E não necessariamente apenas com aquelas com quem está se trabalhando um relacionamento direto. Numa rede como o Twitter, por exemplo, ao falar com alguém, todos que seguem aquele perfil acompanham esse diálogo. Assim, a marca estará se fixando e produzindo sentidos, comunicando indiretamente para alguém que talvez não tenha qualquer opinião ou interesse pela empresa em questão.

Essa produção de sentidos vai construindo uma idéia, vai formando uma imagem quase que imperceptível para aquelas pessoas. Ou seja, elas não apenas saberão da existência daquela empresa, como terão elementos para formar uma opinião. Se a imagem formada for positiva (e é o que se espera num caso de participação ativa da organização com esse fim), certamente aquela marca concorrerá no processo de decisão destas pessoas quando houver a necessidade, ou quando lhe forem solicitada alguma sugestão.

Assim, a pesquisa, o acompanhamento, a forma de fazer branding ou RP 2.0, por exemplo, permanece a mesma. Porém têm-se novas ferramentas para a construção da marca através dos meios digitais. Atividade que conta com a percepção do profissional - e menciono aqui o  de relações públicas por ser estudante dessa área - o qual deve estar atento às mudanças em todas as facetas pelas quais uma empresa pode ser exposta/ou se expõe, comunicando-se intencionalmente ou não, acompanhando tendências e cuidando de produzir os sentidos certos contribuindo eficientemente para o desenvolvimento da organização.

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