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sábado, outubro 27

Teorias conspiratórias? Uma reflexão sobre comportamento na web 2.0

Recentemente fiz um novo post para o Midiatismo, blog com conteúdo focado em comunicação e marketing digital. Tratei de um tema polêmico, propositalmente para provocar uma reflexão sobre o comportamento nos sites de redes sociais com maior repercussão da atualidade, tais como Facebook, Twitter e Youtube. Segue o texto na íntegra:

Teorias conspiratórias? Uma reflexão sobre comportamento na web 2.0

Não tenho lido ou visto muito sobre teorias conspiratórias na web, e ela está cheia de contradições próprias para isso. Posso falar “de brincadeiras” que se espalham pelas redes, e das próprias redes que dispersam as pessoas de todo o oceano de possibilidades do qual a web dispõe, ou falar sério: do filtro que esses sites de rede social criam para condicionar o conteúdo que vamos ver, conduzindo a nossa navegação.

Sempre fico em dúvida sobre até que ponto as pessoas entendem as regras mínimas de funcionamento dos sites mais acessados na internet. Para resolver essa questão rapidamente, explico que o Facebook, por exemplo, tem uma série de regras para o que será exibido na timeline dos usuários. Posts mais relevantes, com maior número de likes e compartilhamentos, vão aparecer mais nas timelines do que os demais menos “relevantes” segundo as regras determinadas pelo site.

Sendo assim, quanto mais popular for o post, maior será o seu alcance. Este “diferencial” oferece oportunidade para algumas pessoas que estudam a mecânica que envolve o feed de notícias e desempenho do EdgeRank. E esse é apenas um de inúmeros outros filtros neste e em outros sites.


Você pode ler mais sobre este tema em “Sua fan page provavelmente atinge apenas 17% dos seus fãs”.

O google também faz uma seleção do que será mostrado nos resultados das pesquisas com base nas suas buscas mais recentes no computador utilizado, e/ou com o seu login, fazendo um cruzamento de dados bem complexo que “sempre funciona”. Essas regras são claras e permitem que os desenvolvedores e produtores de conteúdo consigam melhorar o desempenho dos seus sites nos resultados de buscas trabalhando com ferramentas de SEO.


Agora, será que alguém já parou pra pensar porque um post sério, interessante, criativo com objetivos nobres some nas timelines enquanto cachorrinhos, desenhos repetidos com frases variadas (os memes) e desejos de bom dia, boa tarde, bênçãos, e conteúdo do tipo torna pessoas e páginas muito “da hora” nessas redes? Alguém pode até dizer que se trata de uma teoria conspiratória, mas a minha teoria é outra.

O pessoal “descolado” colocou a tela da TV em último plano pra buscar conteúdos de interesse, pra produzir e propagar o seu conteúdo, para revolucionar a comunicação, oportunizando a comunicação de “todos para todos”. E o que tem de “sucesso” na internet hoje se não o mais do mesmo que já se via na TV, muitas delas cópias pioradas do que já se via? Críticas duríssimas são feitas aos programas de entretenimento, esculacham ratinho, Márcia, Faustão e outros; geeks reclamam da falta de conteúdo cultural e de qualidade na mídia convencional, e o que é legal e tem mais audiência na internet hoje, pensem?

Será mesmo?
E quem está por trás de tudo isso?

As grandes redes de TV sempre foram acusadas de não disponibilizar variedade nas suas programações; na internet, por mais que se pense no google e facebook como vilões que filtram os conteúdos, boa parte da produção destes é feita, ou valorizada pelas pessoas; provavelmente por muitas das quais reclamaram da programação televisiva, e por outros que, mesmo não assistindo TV, têm “opinião formada” sobre ela. A internet deu ao público a chance de falar, de produzir, de intervir o tempo inteiro… E qual o resultado?

Aos entusiastas que estão por dentro de tudo que acontece na web, que estão felizes e são participantes dessa “cultura”: não, vocês não estão revolucionando coisa alguma, vocês não estão criando novos códigos… Minha opinião: vocês apenas mudaram de mídia.


Para ver outros textos publicados por mim no Blog acesse:


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