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quinta-feira, outubro 22

Tem alguém fazendo o meu trabalho!


Poucas pessoas sabem explicar com precisão o que é, o que faz e como deve ser encarado o trabalho de um Relações Públicas dentro de uma empresa. Mesmo aqueles que, como eu, estão dando os seus primeiros passos, seja como profissional ou como acadêmico, mesmo tendo escolhido essa profissão, ficam algumas dúvidas sobre essa questão.

Academicamente falando, existem diversas teorias e recomendações dadas pelos mestres e doutores da área. A principal delas é a de que existe no mercado muito campo de trabalho, mas que, por não ser essa profissão muito compreendida, os nossos cargos estão sendo ocupados por outras pessoas, muitas vezes que sequer têm entendimento de que estão exercendo as funções de Relações Públicas.

Pablo Alejandro Fabian, Relações Públicas e professor da UFRGS, costuma dizer que as Relações Públicas equivalem a engenharia da comunicação, na qual o profissional precisa se valer de grande visão estratégica, analisar todas as possibilidades, recursos e dificuldades de uma organização, as limitações e etc. para então articular um plano a ser aplicado de forma a garantir a viabilidade das ações dessa organização atingindo seus objetivos, garantindo o sucesso dessas ações.



Da minha experiência profissional, entendo que a comunicação é a base de qualquer administração e, sem ela, ou quando ela não é conduzida de forma organizada, pensada por um profissional, os resultados tendem ao fracasso, ou simplesmente desmerecem os esforços e os investimentos empreendidos pela organização, visto que todos esses esforços só serão valorizados pelos públicos alvos quando estes forem devidamente comunicados de tais ações e do porquê de elas estarem sendo realizadas.

Muitos empreendedores preocupam-se em manter uma instituição de forma a valorizar todos os colaboradores, por exemplo, preocupando-se com o bem estar e com a satisfação destes com a organização, propiciam benefícios, trabalham com ginástica laboral no ambiente de trabalho, oferecem opções de lazer e convivência dentro da empresa, mas esquecem-se de que para que essas ações sejam reconhecidas e trabalhe a auto-estima dos colaboradores, eles precisam ser informados de cada passo, a fim de que não se gere desconforto entre os trabalhadores, com essas ações.

Exemplo: para aplicar ginástica laboral dentro de uma organização, um especialista precisará coletar dados e características de cada funcionário. Ainda que o colaborador questione esse profissional dos motivos daquela entrevista, e este explique o trabalho que será realizado, e passe todas essas informações aos seus colegas, se não houver um pronunciamento direto da supervisão direta, e quanto maior o cargo, mais confiável será esse pronunciamento, sempre haverá dúvidas quanto a essa ação e em conseqüência disso boatos podem surgir e a idéia de perseguição e aspectos negativos surgirem prejudicando o entrosamento e o comprometimento da equipe com a produção.

A comunicação precisa ser pensada pela administração e proposta a todos os públicos envolvidos de forma que as ações decorrentes dos planos e estratégias da organização pareçam ou, na melhor das hipóteses, que sejam, definidos pelos que irão diretamente se beneficiar ou de quem ela vá diretamente depender para ser executada com sucesso. Por esse motivo, mesmo que a empresa esteja oferecendo um benefício aos seus colaboradores, ela precisa comunicá-los de forma institucional, a fim de valorizar e fazer entender essa ação.

O ponto fundamental dos exemplos aqui mencionados, e que faz toda diferença quando se tem um profissional da comunicação trabalhando, é que toda a estratégia pensada pela administração deve ser "o que queremos?", de posse dessa questão, desse esclarecimento, cabe ao Relações Públicas verificar junto ao público envolvido se esses resultados são possíveis, como os atenderá, se é o que eles precisam ou como esses resultados poderão ser alcançados.

Somente mediante essa avaliação, o profissional envolver-se-á com o público envolvido, consultando-o e, junto com ele, encontrará o caminho mais seguro e acertado para atingir aqueles resultados esperados pela administração e somente ele, por ter interagido e estudado o público em questão, poderá dar essas respostas, aplicar as ações corretamente articulando todas elas de forma adequada.

Essa é a diferença de um profissional nas Relações Públicas cuidando dos interesses de uma organização e um administrador tomando decisões, delegando tarefas isoladas a pessoas de setores não específicos acreditando que no final obterá os resultados esperados. Os administradores e diretores das organizações precisam entender que sem conhecer o seu público e sem articular todas as ações que o afetem, todo e qualquer investimento e esforço será em vão. E esse é mais um dos desafios que os profissionais das Relações Públicas têm ao ingressarem no mercado de trabalho, compreender intimamente a sua função dentro de uma empresa de modo a exercê-la por completo e sem restrições dentro de uma organização, não deixando para qualquer outro profissional o trabalho que é seu por excelência.

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